Introdução e objetivo
A abordagem teórica que defende a extensão como função acadêmica da universidade, objetiva
integrar ensino-pesquisa, e a que incorpora a extensão universitária às práticas de ensino e
pesquisa, partem da crítica à extensão voltada para prestação de serviços em uma perspectiva
assistencialista, qual seja, a extensão voltada para o atendimento das necessidades sociais das
camadas populares.
No contexto histórico dos últimos 30 anos, no Brasil mudanças políticas, econômicas e sociais
têm ocorrido influenciando nas discussões teóricas de caracterização ou não da extensão como
uma função da universidade, formulando-se três concepções de extensão universitária, quais
sejam: a concepção assistencialista, a acadêmica e a mercantilista, que construídas
historicamente se corporificam no exercício da prática curricular das atividades universitárias e
expressam diferentes perspectivas ideológicas de universidade/extensão universitária e da
relação universidade e sociedade.
A diversidade teórica aponta para a importância de se apreender a preponderância ideológica
que norteia as práticas extensionistas na atualidade. Para tanto, a base empírica desta análise
foi a home page das Universidades Públicas Federais, materializada em Relatórios, Projetos,
Planos de Ação, divulgação de eventos e outros. Estes dados, considerados discursos,
sintetizam orientações institucionais adotadas em confronto com sentidos circulantes na
sociedade brasileira, foram primeiramente examinados com vistas a apreender sentidos, temas,
concepções ideológicas predominantes, mesmo considerando que cada universidade, cada
prática curricular, tem sua própria dinâmica e finalidade em cada momento histórico.
Fonte (vale apena dar uma passadinha): http://br.monografias.com/trabalhos-pdf901/as-practicas-curriculares/as-practicas-curriculares.pdf
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